domingo, 31 de Maio de 2009

Vou só ali comprar cigarros




(Autor: Manu Chao)

Me llaman el desaparecido
Cuando llega ya se ha ido
Volando vengo, volando voy
Deprisa deprisa a rumbo perdido

Cuando me buscan nunca estoy
Cuando me encuentran yo no soy
El que está enfrente porque ya
Me fui corriendo más allá

Me dicen el desaparecido
Fantasma que nunca está
Me dicen el desagradecido
Pero esa no es la verdad

Yo llevo en el cuerpo un dolor
Que no me deja respirar
Llevo en el cuerpo una condena
Que siempre me echa a caminar


Me dicen el desaparecido
Que cuando llega ya se ha ido
Volando vengo, volando voy
Deprisa deprisa a rumbo perdido

Me dicen el desaparecido
Fantasma que nunca está
Me dicen el desagradecido
Pero esa no es la verdad

Yo llevo en el cuerpo un motor
Que nunca deja de rolar
llevo en el alma un camino
Destinado a nunca llegar

Cuando me buscan nunca estoy
Cuando me encuentran yo no soy
El que esta enfrente por que ya
me fui corriendo mas alla

Me dicen el desaparecido
Cuando llega ya se ha ido
Volando vengo, volando voy
Deprisa deprisa a rumbo perdido

Perdido en el siglo...
Perdido en el siglo…
siglo XX...
rumbo al XXI…

(cuando llegare, cuando llegare……)

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Uma família às avessas







































Isto deve dar molho à hora de jantar...

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Falácia homográfica

Há coisas que não percebo. Aliás, a razão para não as entender também é coisa que me escapa. Não vos posso afiançar se o problema é congénito, se se deveu a quaisquer dificuldades no parto, ou se, pura e simplesmente será efeito da cola que a minha baby-sitter me obrigava a respirar - dizia que me deixava mais calminho, a pobrezita. Seja como for, ao longo da minha existência, sempre me vi confrontado com tais limitações: passei a infância sem perceber a professora primária (facto notório e escusado de aqui relatar); no período da adolescência, sem compreender o sexo oposto; ao atingir a maioridade, às escuras sobre o destino dos impostos; mais recentemente, atónito perante Dias Ferreira. Quanto a esta questão, confesso que me vinha atormentando de há uns dias para cá. Atentem aos factos:

(1) Bettencourt (JEB) avança ---> (2) Dias Ferreira (DF) sente-se "desconsiderado", recusa aliar-se a JEB e pondera candidatura própria, alegando que irá reflectir sobre o que melhor servirá o Sporting.

Ora, é exactamente esta última alegação que tem sido causa de violentos confrontos entre os meus dois hemisférios: Com o avanço de JEB, defensor de um caminho também preconizado por DF, não se tornava óbvio que uma eventual candidatura deste último dividiria os votos entre os dois candidatos, favorecendo a lista de PPC e prejudicando os interesses por si (DF) defendidos? Seria isto motivo para tão alongado período de reflexão?

O meu cérebro, apenas capaz de raciocínios elementares e movimentos lineares, não tem ginástica para reconhecer e lidar com juízos tão complexos e tão elaboradas coreografias mentais. Para agravar a situação, vi DF, na segunda-feira, ser apresentado como candidato a Presidente da Assembleia Geral, ao lado de JEB. Confusos? Imaginem então como me tenho sentido (bom... verdade seja dita, DF já tinha mostrado ser mestre na arte da cambalhota quando, na passada semana, rebolou, ileso, escada abaixo. Assim, talvez não seja de espantar a habilidade para este mortal à retaguarda)...

Até que hoje encontrei a minha professora primária. Desesperado, falei-lhe nestas questões e inquiri-a sobre o porquê das recentes acções de DF. A sábia senhora pensou por instantes, e após um ralhete sobre falta de atenção nas aulas, disse:
- Palavras homógrafas, fantasminha. Por uma vez na tua vida, faz o que te digo e vai ao dicionário.
Segui o conselho. E em boa hora o fiz. Penso finalmente ter percebido o que, para DF, significa "entrar em período de reflexão":


sábado, 23 de Maio de 2009

Duplas para a História

Cansado de injúrias e desunião, vou - contra corrente - deixar de lado as eleições e falar de um tema que, por certo, nos une a todos: o futebol e os seus mais ilustres intérpretes. Hoje debruçar-me-ei sobre duplas que, por mérito próprio e inspiração dos progenitores, marcam de tal forma a história do futebol, que têm inclusive, direito a epíteto.


Dupla Ro-Ro (Ronaldo/Romário)

O sonho da "torcida" tornado realidade. Juntos formaram uma dupla infernal e não perderam qualquer jogo de qualificação para o Mundial de 98. Lamentavelmente, não se manteve a parceria.



Dupla Ri-Ro (Rivaldo/Ronaldo)

Uma das mais carismáticas de sempre. Não só pelo que conquistaram ao serviço do Barcelona e da selecção brasileira, mas pela cumplicidade e entendimento perfeito que mostravam em campo, em especial nos fantásticos anos que passaram em Camp Nou.



Dupla Ro-Roo (Ronaldo/Rooney)

Sem dúvida, uma das mais terríveis duplas da actualidade. Repetiram a conquista do campeonato inglês e estão novamente na final da Champions. Estes "miúdos" já entraram na galeria das lendas e prometem continuar a escrever páginas de ouro na história do futebol.


Dupla ão-ão (Chicão/Luisão)

Pois é, meninos... Protejam-se e mantenham as vacinas em dia. "Morder os calcanhares aos adversários" deixará de ser uma mera figura de estilo - a expressão promete mesmo ganhar corpo.

Desde que se aventou esta possibilidade, o reboliço tem sido constante. Neste momento anda meio-mundo a dar-ao-rabo, ladrando de contentamento e uivando loas à genial manobra da SAD lampiã.
O que torna esta parceria num verdadeiro Case Study é o facto de apesar de ainda não jogarem juntos, já causarem sensação. Prova disso são as inúmeras propostas que, por estes dias, não têm parado de chegar ao clube vermelho. Os últimos rumores dão conta de um mega negócio com vista a substituir o actual naming da Bancada Coca-Cola - nas próximas temporadas passará a denominar-se Bancada Pedigree Pal. Mas não é tudo: Durante esta semana, Fáfá de Belém foi vista, de semblante carregado, a deixar as instalações do clube. Consta que terá sido confrontada com a substituição do clássico Vérmélhô. Ao que parece, dois artistas de renome internacional apresentaram interesse em compor um novo hino. Os primeiros a avançar terão sido os Pet Shop Boys, mas nas últimas horas, uma proposta de Snoop Dogg parece levar vantagem. Segundo fontes próximas dos responsáveis lampiões, este último aproxima-se mais da imagem Gangsta do clube.

Toda esta agitação também já provocou reacções por parte dos adversários. Instado a comentar, Liedson afirmou:


"Pitchibou!? Pitchibou o escambáu!"
"Prá mim é cáchôrro mêmo!"
"Djilícia, viu?"

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Prémios do dia (do género Frases do dia do Leão da Estrela, mas com upgrade)

Prémio "Assim não vais lá"

Paulo Pereira Cristóvão

(ndr: referindo-se à agressão a Dias Ferreira):
“Já esperava que em algum momento, aqueles que se arvoram de punhos de renda e pessoas de extrema educação, descessem por aí abaixo e enveredassem por esse tipo de caminho”….” estou a referir-me aos que não lhes interessava esta candidatura”.
19/05/2009

Upgrade: Desilusão. É o que se pode retirar destas declarações de PPC. Ou sabe de algo e comunica a quem de direito (dada a antiga profissão, deve conhecer bem o procedimento), ou simplesmente não as profere. Assim limita-se a passar uma imagem de deselegância que só o (e nos) prejudica e descredibiliza. Como se sentiria se alguém do lado dos "punhos de renda" afirmasse que estas acções apenas benificiariam a candidatura de PPC porque levariam a que, de uma vez por todas, Dias Ferreira avançasse, criando a divisão de votos naqueles que apoiam a actual linha? Seria uma teoria da merda tão válida como a que foi insinuada.



Prémio "Este gajo não percebe nada de bola"

Manuel José

(ndr: referindo-se à época agora finda):
"... Enquanto o Sporting tinha um grande trabalho de treinador e poucas individualidades, o benfica tinha muitas individualidades e muito pouco trabalho de treinador."
19/05/2009, Rádio Clube 11'50''-13'30''

Upgrade: Mas o que é isto? Como é possível permitirem a um paraquedista destes ter tempo de antena para proferir barbaridades de tal calibre? Se ainda fosse alguém com prestígio e currículo (do género 18 títulos pelo Al-Ahly, incluindo 4 Ligas dos Campeões Africanos)... Deves perceber é de pesca, deves...

terça-feira, 19 de Maio de 2009

One Love

Confesso que foi com um sorriso que assisti ao anúncio de candidatura de José Eduardo Bettencourt (JEB) à presidência do Sporting. A principal razão (mas não a única) para esta contracção involuntária dos meus músculos faciais é exposta nos dois próximos parágrafos.

JEB representa a linha defensora do actual projecto financeiro do Sporting. Depois de tanta indefinição era importante que surgisse alguém desta ala para fazer a sua defesa. Até agora, a única lista que se aproximava destas ideias era a de Pedro Souto (PPS), mas com uma campanha algo confusa e claramente mal organizada, a cada dia que passava perdia credibilidade. Do lado da direcção cessante, os nomes que por lá surgiam provocavam um entusiasmo semelhante ao que os meus putos manifestam quando lhes metem bróculos no prato.

JEB é um tipo diferente. À reconhecida capacidade na área da gestão, alia aptidão para chegar ao coração dos Sportinguistas (lacuna evidente em Filipe Soares Franco). E nunca se escondeu atrás de um treinador para defender o Sporting (o que faz com que seja detestado por Pinto da Costa). Last, but not least, parece-me claro que JEB é, de todos os que se perfilam, aquele que mais tem a perder (a nível afectivo e monetário). E mesmo assim dispõe-se a isso. Acredito, portanto, que será o homem certo para levar a carta a Garcia. Resta a Paulo Pereira Cristóvão (PPC) tentar convencer-me do contrário. Para já, não posso deixar de aplaudir o esforço de PPC e da candidatura Ser Sporting na luta para um Sporting melhor. No fundo, o surgimento de JEB, juntando-se a PPC na corrida, permite que os sócios possam finalmente ouvir argumentos de ambos os lados e fazer a sua escolha de forma ponderada. Em meu entender, isso será o mais importante.

E é exactamente disto que, por vezes, nos esquecemos. É-me incompreensível a hostilidade a que se entregam apoiantes das várias facções quando, na realidade, lutam para o mesmo objectivo - o fortalecimento do Sporting Clube de Portugal. O "Nós é que sabemos! Vocês são uns aldrabões; tótós; anjinhos!" é o pior que nos pode acontecer. Entrar em ataques pessoais tentando denegrir a imagem dos adversários parece-me meio caminho andado para a derrota. E não me refiro a qualquer derrota eleitoral, mas à derrota do Sporting Clube de Portugal. Quando se alcança algo, não por mérito das propostas apresentadas, mas por demérito das propostas ou do carácter dos adversários, é sinal de fraqueza e vazio de ideias. É qualquer coisa à qual nem tem sentido chamar vitória. E eu quero que o próximo Presidente do Sporting Clube de Portugal, seja ele quem for, se mostre um vencedor.

quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Criatividade contra a crise

Começo por avisar os estimados leitores que a posta que hoje me traz ao vosso ecrã trata de um tema que, de tão seboso, seria capaz de causar acne à Barbie. E não me refiro a considerações sobre juntar o verde e o vermelho na mesma indumentária. Pronto! Calma! Já percebi que perceberam ao que me refiro. Não se atropelem. Sabem o que há a fazer quando se fala no benfas ou no seu presidente. Basta seguir o procedimento habitual:
Colocar a protecção ocular antes de prosseguirem a leitura e preparar a protecção cerebral (injecção de morfina) a aplicar após o término da posta. Vão lá, vá. Eu espero...






Ok? Prontos? Vamos lá, então. Como todos sabemos, LFV é, nesta altura, um homem preocupado - o descontentamento lampião, provocado por mais uma época horrível, tem-lhe retirado horas de sono e provocado queda abundante dos pêlos do bigode. Mas, como é também do conhecimento geral, este self-made-man, habituado a superar as agruras da vida, toma estes momentos como teste à perspicácia e à capacidade de resolver problemas. Ora, na semana que passou, deslocou-se (como faz religiosamente, mês após mês) à Loja Verde (prefiro identificá-la assim) para pagar as cotas de associado (Abro aqui um parêntesis para referir que, em altura de eleições, ganharia muitos pontos na nossa consideração, aquele que apresentasse no seu programa eleitoral uma proposta de excomunhão deste indivíduo). Chegado ao local, depara-se com Abrantes Mendes que ali convergira para comprar uma camisola para o neto:
- Dois grandes jogadores - diz-lhe o empregado.
- Sem dúvida! - retorquiu Abrantes Mendes, deslocando-se com este para junto das camisolas de Liedson e Moutinho. Apontando com o olhar, afirma - Quero esta! - deixando o zeloso funcionário completamente baralhado.
A situação, que ao comum dos mortais provocaria um ataque de riso, despoletou um click na cabeça de Vieira:
-Eureka! - pensou entusiasmado, saindo apressado da loja e esquecendo-se de pagar as cotas (ndr: Graças a Deus!). A resposta para as suas peocupações tinha sido revelada. Como lampião patriota, dirigiu-se de imediato à Corporación Dermoestética, empresa de compatriotas que lhe poderia proporcionar os meios para dar vida a tão brilhante ideia:
- ¿Vai a magoar, doctor? - perguntou.
- ¡No! Solamente una picadita y mañana, después de despertar, será un nuevo hombre - retorquiu o especialista.
Na manhã seguinte, tal como o doutor lhe prometera, sentiu-se diferente. Capaz de levar a cabo tarefas até então impossíveis. A destreza aumentou, a disponibilidade cresceu e a atenção manifestou-se redobrada. Sentiu-se preparado a olhar por e para todos: A partir desse dia, adeptos, jogadores e técnicos não mais se sentiram descontentes. Adversários nunca mais o comeram por parvo. Em suma, conseguiu daí em diante, manter um olho no burro e outro no cigano. E agora não há quem o pare.



Espanhóis dum raio! Esperteza não lhes falta.

ps: Vá, vá! Injectem agora!

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Denominador comum

domingo, 10 de Maio de 2009

Eterno

Joaquim Agostinho
07/04/1943
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sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Quadrangular

E eis que rufaram os tambores. A batalha teve início e os generais já orientam as tropas. Tal como em Aljubarrota, tomam posição e ressuscitam a táctica do quadrado na tentativa de resgate da Nação. O combate gera enorme expectativa e só podemos desejar que, tal como em 1385, decorra com sucesso e elevação, mas desta vez, sem exposição das entranhas dos contendores - somos, afinal, Sportinguistas do século XXI (alíás, com este tipo de raciocínio é fácil concluir o século em que ainda vivem os lampiões e a sua origem geográfica). Qual Nuno Rogeiro, permitam-me então uma análise ao actual posicionamento e à estratégia das forças em confronto:

Pelo que nos tem sido dado a perceber, Pedro Pinto Souto (PPS) pretende um rumo de continuidade, ou seja, seguir o caminho traçado pela direcção cessante. É sabido que este rumo tem colhido aceitação perante a maioria dos sócios (expressa em sucessivas votações nas Assembleias Gerais) e parece-me que será com base neste facto que PPS confia na vitória. Tem-no, aliás, demonstrado através da sua vontade em que alguns membros dos actuais corpos dirigentes venham a pertencer ao seu exército. Olhando para o seu plano estratégico, percebemos a intenção de colher a simpatia dos que se revêem na actual direcção, abrindo algumas janelas de novidade com o intuito de espantar algum cheiro a bafio que as ocupações de longo prazo sempre vão causando. A estratégia urdida por este lado do "quadrado" parecia possuir potencial vencedor... até ao dia de hoje.

É que veio à estampa que para os actuais dirigentes a continuidade deverá ser personificada por Carlos Barbosa da Cruz (CBC), personagem desconhecida da maioria, mas da qual poderemos esperar, à partida, modelo idêntico ao que até aqui tem sido adoptado. Apesar do ar de dono de funerária e de pouco sabermos sobre ele, o exército que o escuda é garante de causar temor nos adversários, principalmente a PPS que vê, desta maneira, a sua estratégia posta em causa. A existência de duas alas de propósitos semelhantes apenas beneficiará os outros lados deste "quadrado", pois fará com que os apoiantes do rumo vigente dispersem os seus votos. Talvez ciente disto, PPS resolveu inverter ligeiramente o discurso, lançando agora algumas farpas aos actuais corpos directivos.

Apresentando uma estratégia perfeitamente diferenciada das listas anteriores, Paulo Pereira Cristóvão (PPC) reunirá o apoio daqueles que não se revêem no caminho seguido até aqui. Confesso que me faz franzir o sobrolho quando refere que será ele (homem sem experiência que se conheça nestas matérias) o responsável pelo futebol. Mas foi o único que até agora apresentou um programa eleitoral oficial e nomes para os diferentes orgãos. É um facto que parte mais atrás, mas uma estratégia de diferenciação e uma organização atempada, aliadas à previsível dispersão de apoios, poderá causar surpresa.

Como repararam os mais atentos, ao longo do texto referi-me a quatro facções em disputa. Por esta altura, pensarão os leitores "- Mas quem são os outros? Não ouvi falar de mais nenhuma candidatura...". Bem, posso informar-vos que ela existe mesmo. E também já tem programa eleitoral (vá... uma espécie de). Mas desde já refiro que, por muito tentadoras que as propostas do meu camarada 7 (O7M) possam parecer à maioria, não concordo inteiramente com elas (já para não referir que o seu apreço por néctares escoceses, provavelmente nos conduziria à ruína). As minhas desculpas, 7. Mas, ao contrário de Abrantes Mendes, que por amizade(?) se alia a um candidato que preconiza soluções com a qual, até há bem pouco tempo não concordava, não devo fazer o mesmo. Amigos, amigos... Sporting à parte.

ps: Hoje fui à procura das declarações de Paulo Bento relativamente ao jogo de amanhã. "- Estranho... Não encontro." - pensei. Só depois me lembrei do castigo. Poooooça! Afinal, o tipo da posta anterior, não é apenas um mero alfaiate. É o Versace aqui do burgo. O castigo que costurou impedirá aquele que mais nos tem defendido de o continuar a fazer durante as próximas duas jornadas. Génio! É que ele também sabe disto...

quinta-feira, 7 de Maio de 2009

O alfaiate do panamá

Bem costurada esta, não?
E leva-nos a concluir que Lucílio Baptista é que foi a vítima. Malvado Pedro! Malvado Paulo!
Palmas ao senhor Ricardo Costa pelo restabelecimento da ordem e pelo corte bem aprumado.

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Bom apetite!

sábado, 2 de Maio de 2009

E pronto...

sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Magia à dúzia

É com base neste lema que me preparo para dar início à campanha. Já juntei umas massas, recolhi apoios, falei com a banca e, finalmente, encontro-me pronto para avançar. O objectivo? Óbvio! - Ganhar! Liquidar a concorrência!! Trucidar os adversários!!! Massacrar os oponentes!!!! E não falo da boca para fora. Ao contrário de outros, preparei-me para este momento. Estudei, investiguei, fiz prospecção, andei no terreno. Um trabalho árduo feito de pedras e espinhos. Não sou um pato bravo, um artolas, um pobre pateta, iludido por uma miragem florida. Conquistei a pulso as condições para garantir, dada a actual conjectura, um lugar de destaque - nada mais, nada menos que a liderança no mundo dos Qué-Frô. Ah, pois! Com a crise que se vai vivendo, nunca se sabe. É sempre bom ter alternativas em carteira. Esses monhés que por aí andam, com ar doente e cheiro a caril nem imaginam o potencial concorrente que aqui se encontra. Tulipas, dálias, rosas; temperatura, humidade, ph; rega, exposição solar, alimentação; para a mãe, para @ namorad@, para a avó; baptizados, casamentos, funerais - para mim não há segredos. Preparem-se pois! Caso o patrão me presenteie com uma insolvência fraudulenta, a humanidade, como que por magia, testemunhará o nascer de um novo paradigma no universo Qué-Frô.

E Doze, o número que dá corpo ao lema, possui, de facto, algo de mágico. Tem presença eterna e influencia a nossa vida: Quantos meses tem um ano? Quantos apóstolos tinha Cristo? Quantas flores tem o ramo ideal? A resposta é única, universal, consensual, harmoniosa... Assente nesta evidência, incorporei o número 12 no meu slogan. Concluí que será ele a base do meu sucesso. Quantos signos tem o Zodíaco? Pois é... Que maravilha! Não falha. Quantos profetas tinha o Antigo Testamento? Ui! Lindo! Já agora... (e porque suponho que se vieram aqui - salvo seja - foi para falar de bola), quantos clubes tem a Liga Sagres? (Pausa) Dezasseis! - respondem vocês, esbugalhando os olhos e vendo perecer a minha teoria. Aaahhhh, homens (e mulheres) de pouca fé! Não percebem que essa resposta só a fortalece? Desde quando a Liga transpira harmonia? Em que alturas se revelou espaço de união? Em algum momento zelou pelo todo? Pois, pois... Percebem agora? Ao que parece, tem faltado um pouco da magia do nosso amigo 12.

Ainda que embrenhado no meio de malmequeres e jacintos, ouvi dizer que no próximo dia 4 irá reunir-se a Liga de Clubes para deliberar sobre sanções a aplicar aos incumpridores. Entre elas constará a exclusão dos campeonatos profissionais daqueles que mantiverem salários em atraso. Tal como uma eventual perda de emprego me poderia dar a oportunidade de dominar o mundo, uma decisão deste género, por parte da Liga, poderia revelar-se a ocasião de fazer aquilo para o qual ainda não houve coragem - reduzir o campeonato a 12 equipas. Imaginem um campeonato assim: Numa primeira fase, jogariam todos contra todos, em casa e fora, perfazendo um total de 22 jornadas. Finda esta 1ª fase, dividir-se-iam as equipas em 2 grupos: o primeiro constituído pelos 6 melhores classificados e o segundo pelas restantes equipas. As equipas de cada um desses grupos jogariam apenas entre si, lutando (no caso do 1º grupo) pelo título e pelos lugares na Europa e, no caso do segundo grupo, pela fuga à despromoção, acumulando os pontos conquistados nesta fase aos amealhados na fase anterior. Seriam mais 10 jogos (o campeonato passaria a ter 32 jornadas) em que as equipas apenas defrontariam adversários com objectivos semelhantes. Isto proporcionaria maior competitividade à partida e um final de campeonato extremamente emotivo, de grande incerteza e de muitas oscilações em cada uma das tabelas. Para além disso, não é descabido presumir que as receitas (de bilheteira e televisivas) seriam maiores. Existiriam mais jogos entre concorrentes directos (benefício no número de espectadores) e menos clubes para dividir as acrescidas receitas de transmissão dos jogos. O 12 prova, mais uma vez, ser a solução para o sucesso.

Tudo isto, a meu ver, seria o ideal. Infelizmente, não acredito que tal venha a acontecer. Herminio Loureiro é, na melhor das hipóteses, uma florzinha de estufa, preocupada com a imagem e rodeada por muita erva ruim. Talvez o dia chegue. Mas penso que ainda se encontrará distante. Até lá, resta-me ir sonhando.
"- Qué Frô?"