E eis que rufaram os tambores. A batalha teve início e os generais já orientam as tropas. Tal como em Aljubarrota, tomam posição e ressuscitam a táctica do quadrado na tentativa de resgate da Nação. O combate gera enorme expectativa e só podemos desejar que, tal como em 1385, decorra com sucesso e elevação, mas desta vez, sem exposição das entranhas dos contendores - somos, afinal, Sportinguistas do século XXI (alíás, com este tipo de raciocínio é fácil concluir o século em que ainda vivem os lampiões e a sua origem geográfica). Qual Nuno Rogeiro, permitam-me então uma análise ao actual posicionamento e à estratégia das forças em confronto:
Pelo que nos tem sido dado a perceber, Pedro Pinto Souto (PPS) pretende um rumo de continuidade, ou seja, seguir o caminho traçado pela direcção cessante. É sabido que este rumo tem colhido aceitação perante a maioria dos sócios (expressa em sucessivas votações nas Assembleias Gerais) e parece-me que será com base neste facto que PPS confia na vitória. Tem-no, aliás, demonstrado através da sua vontade em que alguns membros dos actuais corpos dirigentes venham a pertencer ao seu exército. Olhando para o seu
plano estratégico, percebemos a intenção de colher a simpatia dos que se revêem na actual direcção, abrindo algumas janelas de novidade com o intuito de espantar algum cheiro a bafio que as ocupações de longo prazo sempre vão causando. A estratégia urdida por este lado do "quadrado" parecia possuir potencial vencedor... até ao dia de hoje.
É que veio à estampa que para os actuais dirigentes a continuidade deverá ser personificada por
Carlos Barbosa da Cruz (CBC), personagem desconhecida da maioria, mas da qual poderemos esperar, à partida, modelo idêntico ao que até aqui tem sido adoptado. Apesar do
ar de dono de funerária e de pouco sabermos sobre ele, o exército que o escuda é garante de causar temor nos adversários, principalmente a PPS que vê, desta maneira, a sua estratégia posta em causa. A existência de duas alas de propósitos semelhantes apenas beneficiará os outros lados deste "quadrado", pois fará com que os apoiantes do rumo vigente dispersem os seus votos. Talvez ciente disto, PPS resolveu inverter ligeiramente o discurso,
lançando agora algumas farpas aos actuais corpos directivos.
Apresentando uma estratégia perfeitamente diferenciada das listas anteriores, Paulo Pereira Cristóvão (PPC) reunirá o apoio daqueles que não se revêem no caminho seguido até aqui. Confesso que me faz franzir o sobrolho quando refere que será ele (homem sem experiência que se conheça nestas matérias) o responsável pelo futebol. Mas foi o único que até agora apresentou um
programa eleitoral oficial e nomes para os diferentes orgãos. É um facto que parte mais atrás, mas uma estratégia de diferenciação e uma organização atempada, aliadas à previsível dispersão de apoios, poderá causar surpresa.
Como repararam os mais atentos, ao longo do texto referi-me a quatro facções em disputa. Por esta altura, pensarão os leitores "- Mas quem são os outros? Não ouvi falar de mais nenhuma candidatura...". Bem, posso informar-vos que ela existe mesmo. E também já tem
programa eleitoral (vá... uma espécie de). Mas desde já refiro que, por muito tentadoras que as propostas do meu camarada 7 (O7M) possam parecer à maioria, não concordo inteiramente com elas (já para não referir que o seu apreço por néctares escoceses, provavelmente nos conduziria à ruína). As minhas desculpas, 7. Mas, ao contrário de Abrantes Mendes, que por amizade(?) se alia a um candidato que preconiza soluções com a qual, até há bem pouco tempo não concordava, não devo fazer o mesmo. Amigos, amigos... Sporting à parte.
ps: Hoje fui à procura das declarações de Paulo Bento relativamente ao jogo de amanhã. "- Estranho... Não encontro." - pensei. Só depois me lembrei do castigo. Poooooça! Afinal, o tipo da posta anterior, não é apenas um mero alfaiate. É o Versace aqui do burgo. O castigo que costurou impedirá aquele que mais nos tem defendido de o continuar a fazer durante as próximas duas jornadas. Génio! É que ele também sabe
disto...